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@monteiro4852 #67

Depois que a gente se atrasa uma vez, a gente já se atrasou uma vez.

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@monteiro4852 #66

Um minuto depois…

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@monteiro4852 #65

”Ano do meu nascimento e da sepultura do meu avô. Minha tia falou isso uma vez e eu não esqueci mais.”

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@monteiro4852 #64

Quanto você pesa?

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Um, dois: feijão com arroz

Parou ali, no Café Gaúcho, na volta de Niterói, aquela cidade escura, e quando percebeu já estava bebendo um. Conseguiu resistir aos sanduíches, aos rissoles, às empadas. A ilha do cafezinho, que mesmo em tempo de pandemia fica bem movimentada, durante o dia, já estava fechada. Era quase noite. Ou já era noite. Tanto faz, como tanto fez. Se desse alguma merda no estômago, como vinha acontecendo, a culpa seria só do goró. Nada de rissoles. Sempre é mais fácil, assim, quando a gente tem certeza do que ou quem deve condenar.

A questão não era complicada. Era aquela escrotice de quase sempre. Dinheiro, trabalho, compromissos, responsas. Outra condenação certa. Para compensar, havia a mensagem do Lúcio, que merece ser chamado de Mister Prata. Oferecendo ajuda, falando dos perrengues que ele mesmo andava encarando, das cervejas que eram cada vez mais raras. A mensagem do Mister Prata tinha sido a companhia ideal para a travessia de barca. Um percurso que, à noite, de Niterói, aquela cidade escura, para o Rio, aquela cidade que é o que mesmo, hein?, bem, de Niterói pro Rio, a mensagem do cara tinha sido a companhia ideal porque vinha recheada de ideias para um zine. Pra um livro. Pra uma conversa.

Foi uma quase-conversa. E serviu para um entendimento importante: não é só no táxi que é difícil digitar ou jogar xadrez, no celular. Na barca, quando a gente faz o percurso entre a cidade escura e a cidade sobre a qual não se deve falar nada, porque é a cidade da gente, deu pra perceber que mesmo com pouca trepidação é muito difícil se entender coa’quele tecladinho. Assim como é muito fácil errar a jogada no xadrez e fazer besteira numa partida que parecia possível vencer.

Não deu pra resistir por muito tempo. Uma empadinha faria, no máximo, o papel de disputar com a bebida o posto de vilã. E a gente não espera isso de uma empada. Quem quer ser vilã ou vilão? As empadinhas estão sintonizadas com o que rola nas redes sociais, querem só parecer boazinhas pra todo mundo. Conseguem. Para um estômago que já estava mesmo embrulhado, tudo bem, né? Uma segunda tulipa. Uma terceira, junto com o pensamento de que uma bala de hortelã seria necessária para evitar problemas. Problema é aquilo que vem depois de um bafo inesperado/inadequado de cerveja. Quer dizer, quando é só um bafo, tudo bem. O problema é isso na cara de outrem.

Pelo que diz o vídeo de agora, no YouTube, as pessoas na Grécia também têm problemas com bafo de cerveja. Como serão as balas de hortelã de lá? Ou o que será que usam para evitar problemas, naquela parte do planeta? Medo de andar errado, uma preocupação extrema, quase paralisia. Não dá pra caminhar e vr vídeo. Porra, mas três chopes, só, e isso ficou assim desse jeito? Foram mesmo só três chopes? A pergunta se repetia mais do que os anúncios no YT, antes de cada música. Na esquina escura-mas-clara, porque era uma esquina do Rio, ou clara-mas-escura, porque era da cidade que de uma maneira ou de outra sempre acolhe. Mesmo que seja uma acolhida para na sequência conduzir a um quarto em que os spankings de revistas alemãs antigas parecerão fichinha diante do placar marcado no lombo do cordeiro. Sete a um. Dez a zero. Um a zero que seja, porque o que vale é ganhar.

Tem sempre alguém dando palpite na orelha da gente. Quase nunca é uma pessoa equilibrada. A gente suporta porque palpite, geralmente, vem baixinho, disfarçado de conselho. Sempre é necessário ter cuidado com os conselhos que pipocam por aí. Alguém que não tem coragem de agir deveria concentrar-se na própria covardia, apenas, em vez de encher o saco do resto da humanidade. Quatro chopes. Cinco chopes. Foram seis. Seis chopes.

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@monteiro4852 #63

Algumas horas de atraso.

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@monteiro4852 #62

Uma semana de atraso.

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O sonho do canal próprio

Unboxing? Desencaixotar, desembalar? Até a psicanalista pop-da-moda falou disso. Quer dizer, ela fez isso, comemorando a placa youtúbica que havia recebido pela marca de cem mil seguidores clicantes. O seguidor clicante é melhor do que o seguidor comum. Número não é mais apenas número. Número tem que clicar. Número bom é número que clica — depois claro de uns bons 30 segundos hipnotizado por um anúncio. Décadas atrás, quando se falava em desencaixotar alguma coisa, a gente que curtia um pouco de cinema lembrava de Helena. Era uma época em que você se escondia “tranquilamente” dentro de uma sala de projeção, sem ficar pensando se estavam todos vacinados, de máscara, livres de tosse, com o frasquinho de álcool cheio etc. Helena era a personagem de “Encaixotando Helena” (“Boxing Helena”, de 1993).

Tem sido um pouco mais possível sair de nossas caixas, ultimamente. Dos armários e das caixas, vale dizer, porque parece haver alguma diferença. Vamos considerar como “caixas” as nossas casas, nós que temos casas e reclamamos do frio com a sensação de que estamos prestes a viver um sonho comum na infância de muita gente: morar num país em que há neve. Morar num país em que não haja picaretagem política deve ter sido um sonho de bem menos gente porque parece ainda muito longe de se tornar realidade.

De volta às caixas, quer dizer, ao exterior das caixas: ainda é um pouco preocupante. Passou a época em que você precisava ir a uma sala de cinema com o intuito de sentir medo. Basta ficar na rua. A máscara própria parece um sonho tão distante quanto o da casa própria. Ou o do amor próprio (*). Ponderações classe-medianas, é disso que estamos falando; tá bom, tá bom. Pode atirar a primeira máscara. “O sonho da máscara própria”: está aí uma boa frase, hein!? Veja onde um desencaixotamento pode levar o sujeito. Se já frequentamos shows em que calcinhas eram jogadas no palco, quem sabe chegará o dia em que máscaras terão o mesmo destino…

Por falar em sujeito, além da psicanalista pop-da-moda, outros psis saíram de suas salas confortáveis para ocupar nossas telas. Não se satisfazem/realizam mais com a transferência à moda antiga. Agora, tem que ser no esquema transferência de dados mesmo, porque é outra maneira de fazer um dinheirinho. Claro que não é exclusividade deles. E daqui a pouco pode ser que a gente, mais escabreado ou pouco disposto a encarar um sábado infeliz, evite certas vizinhanças virtuais. Vizinhanças virtuais, sim: onde há calçadas virtuais… Lugares escolhidos por classe-medianos que já não conseguem promover churrascos e feijoadas de aniversário. Pontos em que se derramam em seus discursos sobre originalidade para pedirem aos conhecidos que ajudem a realizar o sonho do canal monetizado próprio. * — Valeu pela inspiração-referência, Agrade Camiz.

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@monteiro4852 #61

Três desenhos do AM seguidos, como você percebeu.

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@monteiro4852 #60

“Quem sabe… a gente se encontra, no próximo sábado…”