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Panço, novinho

“Lancei clipe novo. Se pilhar, dá um look. Se pilhar muito, manda pra alguém.” Este é Leonardo Panço sendo Leonardo Panço.

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You Glauco Tube

Mister Mattoso tem agora um canal só dele:

https://www.youtube.com/channel/UCT1MNFLK_9-nnlNN3JPppFw

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Gelatina sempre super punk

A sociedade estadunidense não aguenta por muito tempo uma pedra em seu sapato. Coloca essa pedra na cadeia. Ou se acostuma a ela, transformando-a em objeto de consumo e exemplo de que a Democracia deles funciona. Jello Biafra conseguiu não mofar atrás das grades, sob a acusação de distribuir material inapropriado para menores. Aconteceu, quando éramos todos jovens, por causa do encarte em “Frankenchrist” — lembra? Só o título do álbum, num período da História em que havia mais tutano inclusive entre os reaças, já era motivo de muita falação/preocupação. O Senhor Gelatina nunca parou. À sua “aglomeração” mais recente, que já vem de alguns anos, deu o nome de The Guantanamo School Of Medicine. Esteve no Brasil, ele, com esta banda, e pudemos vê-lo no palco usando uma roupa pintada de maneira que fazia parecer que ali há sangue… Quem sempre foi fã dos Dead Kennedys não tem do que reclamar em relação à pérola recém-lançada por JB & TGSOM: “The last big gulp” (algo como “O último grande gole”).

Falar de um “lançamento”, nestes tempos internéticos, é uma coisa estranha ou, no mínimo, bem diferente. Com a avalanche de informação, é certo perceber o tempo demasiado curto para dar conta de tanta coisa. Estamos falando aí de uma impossibilidade; tá ligadx, né? Mas… filtrar uma música assim é um remedinho para matar saudades de uma época em que a audição de uma faixa (um single) ou um álbum tinham um impacto diferente nos ouvidos e nos corações do público. A Alternative Tentacles, já há algum tempo, rendeu-se ao marketing digital e manda informativos por e-mail avisando sobre seus lançamentos. E um dos mais recentes tem a ver com Mister Gelatina em pessoa, mesmo que ele não apareça no “clipe”. Ah, sim: falar em Alternative Tentacles pede que se faça uma alusão ao excelente slogan da gravadora: “Tormenting the stupid since 1979”. Numa tradução livre/carioca, fica algo do tipo “Zoando os manés desde 1979”.

“The last big gulp”, mesmo vista e ouvida no YouTube, consegue prender a atenção do velho fã do punk californiano oitentista. A sobreposição de imagens aparece pro quarentão/cinquentinha como uma referência direta às colagens de Winston Smith, o cara que fez o Jesus crucificado em dólares na capa de “In God we trust” e tantas outras coisas boas a partir da teoria do corte-e-cole. Em algum momento do vídeo, a gente pode ver o Trump com o rosto preenchido por arame farpado, numa nova versão para a capa do já mencionado “Frankenchrist”. Fazendo questão de ser bem atual, Ani Kyd Wolf (que aparece nos créditos como criadora do vídeo) nos mostra um monstrinho verde que — adivinha! — é o nosso já velho conhecido Corona Vírus.

Trump é uma das grandes “estrelas” do filminho. Surge sacaneado de várias maneiras. Mas o vídeo é mais do que um míssil na retaguarda do republicano. É uma semente de pesadelo da cachola do classe-mediano que tira alguns minutos do dia para preocupar-se com questões ambientais. Quando esteve no Brasil para o lançamento de um livro no qual era um dos personagens mais importantes, Jello Biafra aproveitou para soltar a voz, na Eco-92. E uma das coisas que comentou na época era que estava representando o Earth First, grupo então conhecido por ações de “terrorismo ecológico”. A palavra “terrorista”e suas variações ainda não causavam a preocupação que despertam nos dias de hoje.

Assistir ao vídeo de “The last big gulp”, na mesma medida em que diverte a gente e preenche o cérebro com uma pitada de fúria construtiva pode dar a sensação de que a luta está perdida. Termine de ver o troço e depois, veja se é capaz de decidir onde vai arquivá-lo: em “Viagem a um passado feliz” ou “Projeção de um futuro sombrio”. Esperava o que de Jello Biafra?

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Carbona aí, ó

Você pisca, Harry Potter completa quatro décadas. Pisca de novo e não acredita no tamanho da barba do Henrique Badke (voz), que junto com Melvin Ribeiro (baixo), Pedro Roberto (bateria) e Bjorn Hovland (guitarra) está lançando hoje uma música nova do Carbona: “Minha cabeça”. Badke, além de cultivar os pelos que lhe cobrem a cara, vem mostrando recentemente uma rica/constante produção musical, frutos que não parecem ser só por causa do plantio forçado no isolamento pandêmico mas, sim, desdobramentos de uma inquietação inerente ao punk/rock bubblegum que desde 1998 ele vem defendendo com o Carbona.

A faixa composta por Badke é fresquinha, deste ano que para muita gente merece o rótulo de “maldito”. E, sim, também, a música fala um pouco disso que a gente está vivendo. Diz um trecho: “Dentro da minha cabeça / Antes que’u enlouqueça / Aí fora tá osso/ Eu nem quero seguir/ Já que dentro da minha cabeça / Aconteça o que aconteça / Eu pego minha viola / Conto umas histórias / Sigo por aí / Eu pego minha viola / Toco três acordes / Saio por aí.”

É Carbona roots, rápido, divertido, podendo provocar uma invejinha em quem está parado só esperando que o tempo melhore. Capaz de comover quarentões, graças às imagens que incluem compactos em vinil, vitrolas, fita cassete, sujeitos tocando instrumentos. O clipe foi dirigido por Sergio Caldas. Uma ótima para quem quer animar a sexta-feira.

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Ás Mascarado

Era uma brincadeira que aparecia no desenho animado do Snoopy: o cachorro malandrão em cima da casinha vermelha, com uma máscara, como se estivesse pilotando um avião. Nestas ocasiões, ele era o Ás Mascarado. A gente se acostumou com pessoas usando esses troços que escondem boa parte da cara? Alguns de nós talvez sim. Outros tantos infelizmente não se renderam à ideia de que é preciso mesmo aderir ao lance. Aqui, uma aparição do “artista de rua” mais malandro, endinheirado e marqueteiro do planeta. Um verdadeiro Ás Mascarado. No metrô de Londres, pra lá de protegido, deixando uma de suas mensagens. Postado ontem no @banksy. Esse ratinho já é clássico… Quem aí não investiria uns dez cruzeiros pra ter um na parede da sala?

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. . If you don’t mask – you don’t get.

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WanWanShow

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Boa semana!

Tão especial quanto o amigo que te manda Slayer… é o outro que envia Replicantes. Uma semana punk rock, no bom sentido, pra geral. Com muito amor:

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:)

É muito fofo, quando logo pela manhã na segunda-feira um amigo do segundo grau te manda um vídeo do Napalm Death. Muito fofo mesmo: cover de um clássico do Sonic Youth! Só um camarada das antigas sabe do que a gente gosta, do que a gente sente saudade. Os vídeos de mulher pelada estão mesmo em baixa, durante a pandemia. Ou essa onda toda de doença mudou de fato a cabeça das pessoas. Valeu, Macaco Louco.

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Gostinho de hoje

Anderson Badaró e Junior Abreu são velhos conhecidos. Já até fizeram live juntos no Instagram, veja só. Mas, melhor do que isso, são dois caras que insistem em compor. Cada um separadamente soltou uma música que estava lá engavetada. E elas — coincidentemente — ganharam o mundo com um ar de atualidade que chama a atenção da gente. Parecem ter a ver com a época que estamos vivendo: “Eu direi apenas coisas que você quiser ouvir”, do Verbase, e “Vai passar”, da Ursa Maior. Soam “atuais”, sim, ou “bem contemporâneas” por causa de seus títulos, suas letras, suas densidades…

Mas não são de agora. “Eu direi apenas coisas que você quiser ouvir” é de 2002 e acabou não entrando em nenhum disco. Ganhou vida agora depois que Badaró montou um estúdio e conseguiu trabalhar melhor umas coisas que vinha matutando. A faixa deve entrar num disco que ele espera lançar até o fim do ano. “Vai passar” é um pouco mais nova, tem cinco anos. “Profetizei, sem querer, cara”, brinca Abreu.

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Psicodelia pouca é bobagem

Luke Schneider: “mundi tuum est”. O mundo é seu? Mesmo? Chupado da página da Third Man Records: