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ERRO e Nervura: dá vontade de prestar mais atenção

Uma promessa de ventania que não se cumpriu. Uma chuva que esfriou mais do que deveria aquela noite de segunda-feira. Pelo jeito como as coisas andam, parece que isso foi no século passado. Errado. Quer dizer, ERRO. Era o nome da atração principal programada para esquentar a Audio Rebel, naquela data (12/08, no iniciozinho desta semana). Duas duplas de artistas — a outra era a carioca Nervura — tiraram de casa duas dúzias de gatos e gatas pingadas. E os atraíram para o fofo cheiro de mofo que na ocasião tomava conta do, sim, tradicional pico de shows alternativos de Botafogo, ZS da cidade.

Essa história de zoar com o algoritmo pode se desdobrar por dias, na cabeça de alguém, hein!? A promessa era de que “o espetáculo multimídia ERRO” chegaria à Audio Rebel “propondo uma experiência em que música, tecnologia, performance e arte digital” se encontrariam para “investigar o erro como forma de criação e resistência”. Pra carioca, a noite estava fria. Não precisa “ser algoritmo” pra saber disso. Pra um certo tipo de público desta cidade chuvaravilhosa, encontros como aquele são fundamentais. São a sombra — ou a luz? — que a cultura do sorriso apressado e full-time exige para manter-se de pé.

Flávia Goa e Maurício Mattos: Nervura

Estava escrito lá onde a gente comprou ingressos que o ERRO tem um compositor-engenheiro-programador chamado Alberto Barberis e uma saxofonista-pesquisadora, a Bera Romairone, que, ao vivo, discursou para a gente falando desse “confronto” com o algoritmo. Falou em espanhol. Os instrumentos que ela dispõe no palco fazem um cara que se formou na cultura under oitentista pensar em john-zornices. Mas o que acontece é mais suave do que os flashes que o nova-iorquino deixou na cabeça de zineiros sonhadores hoje cinquentões. Por falar nisso, cara, esse JZ já com 72 anos, olha só. Mas, voltando ao ERRO, parece que o jeito como eles falam, em inglês, sobre o projeto é “algorithm bending”.

Macacos nos mordam se esse Nervura (foto acima) já não teve outro nome. Figurinhas não exatamente fáceis, mas, sim, possíveis no circuito da cidade, eles há pouco tempo fizeram uma aparição numa livraria que fica ali perto. O que é “pouco tempo”? Você decide. 72 anos, com certeza, não seria uma resposta, né? Então: a noite começou com o Nervura e, no caso deles, parece que a guitarrista Flávia Goa é quem conduz a performance. Maurício Mattos é a outra metade da dupla: deixa a cuíca para a escola de samba e, ali, traz o emaranhado que começou a construir no curso de eletrônica, passou pelo Saravá Metal e pelo noise — o cara faz os próprios instrumentos, caixinhas e potenciômetros etc…

No ERRO,  Barberis assume esse papel de “comando”, inclusive com gestos que ajudam a gente a seguir uma certa linha. Tem isso: os gestos de um músico, mesmo se ele estiver lidando com equipamento eletrônico, podem conduzir espectadores.

Essa mistura de som e performance, esse convite para ouvir e pensar nas coisas/contemporaneidades… Isso não é de agora. Isso é quase sempre bom, pra uma certa galera; é alimento. Acompanhado por uma infra eletrônica, convidando a uma certa introspecção, não com muito barulho mas, sim, com suavidade, é um negócio que se apresenta como ainda mais sedutor. Se o pessoal dá a sorte de ter uma noite chuvosa para mostrar/vender essa história, então, nem se fala. Dá vontade de prestar mais atenção tanto no que andam fazendo/lançando as duplas ERRO e Nervura quanto na programação da Rebel. Mofo não é nada. Zoar algoritmo é tudo.

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Se 2+2=5, 1984+2026=?

No Rio, se você está no imediatamente-pós-carnaval, não dá pra ter certeza absoluta de que é mesmo pós-carnaval. Ainda que se passem bem na tua frente flashes pouco ou nada carnavalescos, como um cartaz do documentário do haitiano Raoul Peck, pode pintar do nada uma batucada e… E cadê que na economia psíquica do sujeito surge espaço/tempo para gerenciar tais e tantas informações? Às vezes, você precisa é de beliscão e não de uma rainha de bateria para te ajudar a acatar um expresso custando R$ 12,00. O reinado de Momo é um período de aceitação de “absurdos”, e um cinema em Botafogo pode se mostrar uma boa prolongação disso. Resta ao folião resignar-se antes do mergulho na sala escura, de onde sairá outra pessoa, talvez mais cética, mas certamente mais entendedora do mundo, depois de ver “Orwell: 2 + 2= 5”.

Está tudo lá. Estão todos lá. Trump, Hitler, Netanyahu, Zuckerberg. O diretor Raoul Peck já alcançou a casa dos 70 e poucos anos, mas nos deu num certo sentido um filme adolescente, uma colagem punk. O que é ótimo. Funciona. É tudo muito contundente, sem firula e amarradinho; contemplando até uma conhecidíssima família brasileira ao falar da galera do topo da pirâmide controladora do planeta. É punk, sim. E o Raoul Peck assume um lado, ao apresentar um filme-discurso. E ele segue por aí meio que num paralelo com a crença do próprio George Orwell, de que não há arte sem posicionamento político.

É quando fala mais diretamente do autor de “1984”, esmiuçando um pouco o processo de produção do livro (que já ganhou, no ano do título, uma adaptação cinematográfica), que o documentário assume ares mais amenos. Quer dizer, mais ou menos, né?, porque são os dias de um cara que está doente e passando por um tratamento. A gente pode até rir, como quando o escritor fala sobre ser um gentleman. A gente pode também se comover, no instante em que Orwell fala sobre um menino que ele e a esposa estavam adotando. De uma maneira ou de outra, ficamos diante de uma colagem capaz de fazer um folião chorar.

Ainda sem largar o carnaval: desta vez, forçando a barra para falar de “sacanagem” e atraso. Dois aspectos que têm também muito a ver com esse período. Atraso, porque, hm, vá lá, porque desfiles por exemplo podem atrasar. Como aconteceu com o lançamento de “Literoutubro”, editado pela dupla Lisandro Gaertner e Paula Maria. A publicação é o desdobramento de um projeto desenvolvido por eles e deveria ter vindo à tona em outubro do ano passado.

O tema é orwelliano, neste terceiro ano de empreitada: “Disutópicos”. Ficou um registro que merece aplausos, reunindo autores que participaram de um “desafio criativo” organizado por Gaertner e Maria. Segundo Gaertner, pelo menos um pouco da inspiração vem do Inktober, que também pode ser considerado um desafio: anualmente, com hashtags, reúne (durante o mês dez) trabalhos de artistas visuais do mundo inteiro. Outubro revelou-se um mês-deixa para criar coisas/modas.

O livro nasce num formato que faz lembrar um calendário. Como que não dando chance para que tiremos Outubro da cabeça. E vem com o selo Toranja, que é uma newsletter (Substack) feita pela dupla.

E a “sacanagem”, onde entra? Num primeiro momento, claro, porque na folia o que não falta é gente escancarando as intimidades. E há licença/permissão/cultura para isso, então, que sigam todos fazendo o que lhes deixa felizes. Com responsabilidade, né? E mergulhando no paralelo com a coletânea de textos, no embalo da imensidão de possibilidades que o mês de outubro parece oferecer, vale lembrar do pessoal do BDSM, que organiza o Locktober, aproveitando o período para “brincar” com cintos de castidade. Isso, isso mesmo: “sacanagem” consentida não precisa ser só no carnaval.

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Chocolate

Pode ser preciso ter sangue beeem frio, e muito amor, pra desenrolar sobre futebol com o Tiago Velasco. Isso, no caso de o interlocutor torcer para um time diferente daquele defendido pelo autor de “Naturezas-mortas” (Editora Cachalote). Mas foram tantos os dribles, gols e assistências vistos aqui nos 40 lances do livro que um clima de pelada deve apoiar a construção de uma bastante merecida crônica/resenha elogiosa. É em alguns sentidos um risco, claro, mas quem não chuta não marca. O paralelo ainda joga luz sobre uma, digamos, charmosa sisudez que de vez em quando surge na obra e ajuda a segurar o leitor-torcedor — além de conduzi-lo com segurança para aquele bom mastigamento psicanalítico de capim com que a gente tenta levar a vida. Tem jogada que serve para deixar o malandro pensativo.

Os dribles. A gente quer ver gol, mas drible… drible também é muito bom, cara. Velasco faz isso, por exemplo, deixando o público na dúvida sobre o que ele estava espiando quando elaborou cada um daqueles textinhos. Quais foram os problemas que não tinha conseguido deixar fora do campo, quando juntou papagaio, uma senhora e Julio Iglesias? Por que demorou a bicar a bola, quando quase preencheu uma página (coisa que só acontece duas vezes)? E quando parece que entendemos alguma coisa e não vamos cair nem tampouco seremos deixados para trás, num próximo confronto, a brincadeira parece mudar. Sutilmente. Ele pode não estar jogando, mas falando do jogo de alguém.

É preciso fugir da comparação com redações de escola, quando põem a gente para escrever sobre os mais diversos assuntos que não são tão diversos assim. Parece que às vezes o autor está lendo/zoando um manual. Ou oferecendo um. Um manual. Assim como fica claro que um certo punhado de linhas veio da capa ou da publicidade impressa numa revista antiga. Despretensioso? Não é. Quem também escreve percebe isso de pronto e pode ficar pensando se ele de cara fez textos maiores para, em seguida, ir enxugando tudo. Resta a sensação de que essa poda, se foi o que aconteceu, acaba abrindo janelas.

De cara, “Naturezas-mortas” parecia pegar carona numa brincadeira que rolou,  meses/anos atrás: “Words Only Instagram” (Insta só de palavras), que se explica pelo próprio nome. Termina mostrando-se bem mais do que isso. Soa “velho”, ao sugerir um flerte com outro jogo, o (quase-)falecido Palavras Cruzadas. Quando foi que você leu “oblongo” pela última vez? As palavras, claro, são peças-chave, na brincadeira. Porque ao se repetirem aqui e ali parecem criar uma unidade, juntar os pedacinhos. Na cabeça do leitor que quer achar coisas, assume papel de tática. Jogo é jogo. Então, deixa o cara jogar.

Os textos são elegantes/comedidos/curtos e não se deve resistir à tentação de retornar ao início deles na tentativa de extrair alguma coisa diferente/nova. Como quando se volta o vídeo até o momento em que o placar foi aberto. Por que negar-se este prazer? Afinal, há a cada fechamento a sensação de que podemos ter perdido algum detalhe. É bom perceber um flash de “terror”, uma graça que parece não existir pra fazer alguém rir. É bom sacar um troço ali no miolo, e da arquibancada meter um “Tá, mas e daí?”. É massa isolar uma frase que faz todo um parágrafo valer a pena ou, talvez ao contrário, sentir espaço se abrindo para alguma “dissonância” ou uma dose de “impaciência”.

Estamos diante de um sujeito que é bem mais do que candidato à vaga de redator-chefe-de-legendas na “Folha de S. Paulo”. Só lá pra ter um cargo assim (modo irônico ligado, tá?). Seria um novo patamar para as legendas (agora, modo sonhador). Mas o Velasco quer é driblar e fazer gol. Deixa o cara, deixa o cara jogar. E seguimos aguardando uma próxima aparição dele em campo.

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Vai vendo, vai vendo

Não foi à toa que o grande Paulo Leminski escreveu: “Não discuto/Com o destino/ O que pintar/ Eu assino”. Sempre valeu a pena estar atento ao que propõem os versos daquele nobre e saudoso samurai curitibano e… E você pode escolher também não tretar com o Doutor Destino se ele providenciar um clássico para ser revisitado. Só mesmo Doc Dest para numa festa junina inventar uma barraquinha em que se oferece por dez pratas o assustadoramente maravilhoso “1984”, de George Orwell. Aproveitando todo esse clima de distopia que atualmente nos embala, mais a apresentação do professor Clóvis de Barros Filho, anunciada na capa do livro, não poderia haver investimento melhor para aquele dinheirinho.

Merece ser relida, uma obra que impressiona um então-jovem da Geração X e contribui com as desconfianças que ele tem da sociedade. Todo mundo sonha com algum alívio, hoje, e, vai que a maturidade ajuda, numa releitura, a enxergar as coisas de um jeito diferente. O noticiário está aí, com todo esse papo sobre a-História-que-se-repete, impérios que caem, e, portanto, tudo bem tentar (re)elaborar as coisas. Nos poucos minutos do dia em que às vezes conseguimos fugir da tela do celular, o Big Brotherzinho safado que na atualidade nos consome, um livro assim se apresenta como ótimo recheio para o pouco tempo que sobra…

Fala-se muito de memória, na obra de Orwell. E, sim, mesmo nesta piscina de insensibilidade e embrutecimento em que a gente flutua, ainda é possível se agoniar com a história de Winston Smith. Winston? Smith? Winston Smith? Já que estamos flertando com a tentativa de reelaboração e, em consequência disso, religando pontos, vem à tona o nome do artista que fazia muitas das colagens das capas e encartes dos Dead Kennedys. É muita big-brodagem perguntar sobre isso ao Google, para saber se aquilo era um nome ou um pseudônimo. Faça você o trabalho sujo, se quiser. Os Kennedys citam “1984”, num dos clássicos da banda, “California über alles”. Aproveite para procurar também e ler alguma coisa sobre outro personagem, o Ranxerox, aquele mesmo, o dos quadrinhos criados por Tamburini e Liberatore e que os X-revoltados conheceram-consumiram aqui graças à revista “Animal”. Numa crônica, violência pouca é bobagem. Entre outros bons motivos para reler um troço importante como “1984”, décadas depois da primeira incursão, estão as novas referências que surgem, se acumulam e parecem contribuir muito com a liquidificação do cérebro do leitor.

Falar em massa encefálica triturada parece bem Gen-X para você? E máquinas de tortura com ponteirinhos que vão de zero a cento e poucos, também entram nesta categoria? “1984” não é sobre suspense ou terror freddy-kruegeriano-barato. Se pá, sobre verdades. Ou ainda sobre fantasmas. História, quem sabe… Pode servir para o leitor de umbigo angustiado com os rumos do planeta. Nos dias de hoje, precisa ser lido e relido e a Psicanálise — tão em alta no YouTube e entre classe-medianos que querem se cuidar e lidar melhor com a Dona Culpa — devia recomendar isso. Não que o queridinho deles, o também maravilhoso “O Lobo da Estepe”, de Hermann Hesse, não valha o hype. Mas variar não custa nada. Ou pode às vezes custar só dez pratas…

Entrar numa de marcar trechos em clássicos pode dar muito trabalho para o leitor mais apegado. “1984” oferece muitas máximas para artistas registrarem em muros e — melhor, hein!? — viadutos de qualquer grande cidade.Tipo “Ninguém jamais toma o poder com a intenção de abdicar dele”. Ou “O objetivo da tortura é a tortura, o objetivo do poder é o poder”. E aquela que já vimos em muitos zines punks dos Anos 90: “Se você quer uma foto do futuro, imagine uma bota pisando em um rosto humano… para sempre.” Para quem acha pessimismo demais, bem na época em que Saturno-ou-sei-lá-quem entra em Áries, olha, a saída pode ser reclamar com o pessoal da barraca da festa junina. Mas não adianta ir agora. Só em junho, se até lá ainda houver clima — ou mesmo mundo — para celebrações deste tipo.

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@monteiro4852 #175

“Você não sabe do que eles estão falando”, disse ela.

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@monteiro4852 #174

Por que você sempre acha que acabou? Eu, veja bem, eu é que deveria achar isso.

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Rainha do pop… Zzz…

O que torna uma pessoa merecedora disso ou daquilo? A gente merece o show de Madonna, aqui no Rio? A pergunta não quer dizer que o escriba a considere grande coisa. E tampouco a última frase serve para colocá-la num lixo liliputiano qualquer. A questão é: aqui está a artista, em pauta/alta. Nos últimos dias, foi esculhambada por um velhaco cineasta lacrador, celebrada por uma colunista bonitona e de veiculozão, passou pelas confissões de uma crítica gastronômica que lamentava que seus amigos chefs não lhe tivessem dado qualquer informação relevante… Madonna estava em todos lugares, nos últimos dias. Até aqui. E parecia unir o que já estava junto, além é claro de apartar o que já estava separado.

Os conselhos, essas coisas que a gente sempre pode ouvir, em vagões às vezes lotados do metrô, pareciam estar sendo dados aos montes e sendo direcionados a quem se arriscaria a ir à praia de Copa para ver a veterana. Será que Madonna fica boladona de ser chamada de “veterana”? Alguém tem para ela um conselho sobre isso? Ah, não era sobre isso, o conselho no vagão entupido de gente? Não, era para quem quisesse ouvir, e era em torno duma regra básica para eventos deste naipe naquele bairro: “levar o celular do ladrão”. Pra quem veio de fora, o encontro com Madonna na praia vai ser uma aula/prova de sobrevivência. Para quem é da cidade, idem.

E pra quem não tem maturidade para absorver ensinamentos assim tão… tão importantes? Tipo a menina de 11 anos, que vai ter que se contentar em ficar na areia mesmo, em meio aos milhões de aconselhados que foram até lá para participar da festa. Precisava ter já chegado aos 13 para participar da promoção que oferecia ingresso VIP para a maratona. O primo do vizinho de um amigo sumido foi quem falou: Madonna publicou no Insta dela que você estará concorrendo a um ingresso VIP se mandar um zap com a palavra “rio”. Tomara que alguém esteja espalhando isso no metrô, porque mesmo que hoje em dia as notícias — as falsas e as muito falsas, principalmente — circulem por celular, artista que já pretendeu orientar o futuro de uma certa humanidade hoje tem uma certa cara de passado e… e é isso que dá pra apontar como legal nela.

Para o cineasta grisalho, parece que nem mesmo isso. Cineasta não aprende mesmo, né? Essa mania de provocar, de achar que dá para fantasiar inveja de verdade… Precisava dizer que aqui no quintal tem pelo menos umas duas dezenas de cantoras melhores do que a material girl? Não deu tempo de pesquisar que intérpretes são estas, porque, além de cheio o metrô anda atrasando muito. Aí, você chega tarde em casa e vai escolher o lado de quem está contra o show em frente ao Copacabana Palace? Não, você vai lá conferir se é verdade essa história de sorteio de ingresso vip porque, cara, se você consegue, vai ser tipo ganhar na loteria. “Menos. Menos. Menos.” Tipo ganhar no bicho, pode ser?  Só não vai arrumar confusão comparando Madonna com um bicho qualquer. O conselho vale também para quem não é cineasta. Ela é da espécie das vencedoras. Das que fazem o mais ranzinza dos alvinegros levantar a bunda do sofá pra dizer que sua música preferida é “Borderline” e, também, rascunhar algo. Já que não vai na porcaria do show. Pelo menos faz uma porcaria de texto.

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@monteiro4852 #173

Deixa que eu deixo. Enfim… Relaxa, que hoje é sexta.

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@monteiro4852 #172

O tempo não existe. Mas está passando.

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@monteiro4852 #171

Estavam todos bêbados, ontem.